Turismo na Europa para já vacinados

A Comissão Europeia (CE) divulgou no dia 03 de maio (2021) a proposta de permissão da entrada na União Europeia de turistas estrangeiros que já receberam as doses necessárias das vacinas contra a covid-19 das aprovadas no bloco europeu, sendo elas: AstraZeneca, Jannsen, Moderna e PFizer. 

No Brasil a vacina mais utilizada é a Coronavac, vacina que ainda não possui autorização para aplicação na União Europeia, portanto a entrada da maior parte de brasileiros vacinados ainda está limitada. Apesar disso, existe a possibilidade de a UE estender a autorização de entrada às pessoas que receberam vacinas aprovadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o que incluiria a vacina chinesa.

Além do critério referente à vacina devidamente recebida do turista que deseja visitar algum país da UE, outro critério proposto é a “boa situação epidemiológica” do país de origem dos viajantes. O parâmetro para determinar quais nações se enquadram nesse critério é avaliado segundo o teto de novos casos a cada 100 mil habitantes, com a nova proposta que visa aumentar de 25 para 100 o teto de novos casos sobre 100 mil habitantes. No caso do Brasil, o número de novos casos era de 190,4 por 100 mil habitantes. Apesar da alta taxa, na última semana de abril houve uma redução de 12% que tende a se estender à medida em que mais brasileiros forem vacinados. 

Por enquanto estrangeiros de apenas sete países possuem livre acesso aos países da UE devido a boa situação epidemiológica, sendo eles: Austrália, Cingapura, Coreia do Sul, Nova Zelândia, Ruanda e Tailândia –  em reciprocidade -, e a China, sem reciprocidade com os cidadãos europeus que ainda não estão autorizados a visitar o território chinês.

 Assim como tem sido feito o passaporte de covid em alguns países, a comprovação da vacinação será validada por um documento oficial. Além da vacina, cada país da UE tem a autonomia para determinar outras políticas de restrição, como quarentena e testagem negativa para a covid-19 aos turistas estrangeiros.

As viagens em caráter essencial que já estão permitidas, mesmo para brasileiros que se enquadrem em alguma das exceções estabelecidas e/ou que possuam a cidadania europeia, continuam. A tentativa da proposta comentada é que as viagens turísticas ocorram aos poucos da maneira mais segura possível.

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