Turismo da Vacina

Diante a alta procura e a baixa oferta de vacinas contra a covid-19, o chamado “Turismo da vacina” tem crescido consideravelmente em países que possuem doses disponíveis. 

Apesar de diversos países possuírem restrição direta de voos com o Brasil, como no caso dos Estados Unidos, por exemplo, alguns brasileiros conseguiram imigrar no país americano fazendo a quarentena no México; ou, ainda, o viajante se incluiu em algumas das exceções, como no cenário de viagens por motivos familiares. 

Quanto às vacinas, em Nova York é estimado que cerca de 25% das doses tenham sido aplicadas em pessoas não residentes. Em alguns casos, brasileiros relataram ter conseguido se vacinar sem a necessidade e sem apresentar comprovante de residência  e nem dizer onde mora. Isso aconteceu com a brasileira Rubia (sobrenome não divulgado por pedido da viajante), que foi vacinada em uma farmácia, onde ficou na fila por menos de 10 minutos.

Na tentativa de impedir essa modalidade turística, Nova York, Texas e Califórnia estabeleceram a exigência de comprovante de residência para que o cidadão possa ser vacinado. Já na Flórida a determinação é apenas que o cidadão declare verbalmente onde vive ou que presta serviço no estado. 

Por um lado, se vê que esse turismo é para poucos, escancarando o contraste de acesso a esse tipo de viagem entre os cidadãos, e por outro lado se vê a posição de alguns países ao decidir não compartilhar doses extras em seu território. 

A Casa Branca comunicou na semana passada que cerca de 60 milhões de doses da Astrazeneca serão compartilhadas com outros países assim que possível for. Ainda não foi divulgada a data e nem quais países receberão a vacina negada no país americano.

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