EUA poderão negar visto para mulheres grávidas

As mulheres grávidas que quiserem ingressar nos Estados Unidos deverão, agora, ter mais cautela com relação aos objetivos da viagem.

É que o Departamento de Estado Americano divulgou, no final de janeiro deste ano, o endurecimento das regras que viabilizam a concessão do documento para gestantes. O objetivo é restringir o chamado “turismo de nascimento”, que é quando a real intenção das mulheres é que os filhos nasçam no país e, assim, obtenham a cidadania americana.

Fiscalização

A partir do anúncio, os oficiais estão autorizados a cobrar mais detalhes da viagem e, caso, a gestante informe que o motivo é buscar tratamento médico, ela deverá comprovar as consultas marcadas e que tem dinheiro suficiente para arcar com todas as despesas.

Mas se o agente acreditar que as respostas não foram confiáveis, ou que a mulher apresenta certa insegurança nas respostas, poderá, de pronto, negar o visto.

O texto ainda diz que “a indústria do turismo de nascimento ameaça sobrecarregar valiosos recursos hospitalares e está repleta de atividades criminosas, como refletido em processos federais. O fechamento dessa brecha na imigração combaterá esses abusos endêmicos, e em última análise, protegerá os Estados Unidos”.

No comunicado oficial, a Casa Branca se pronunciou da seguinte forma:

Essa mudança é necessária para melhorar a segurança pública, a segurança nacional e a integridade do sistema de imigração. (…) E defenderá os contribuintes americanos, evitando que seus dólares suados sejam desviados para financiar os custos diretos do turismo de nascimento”.

Donald Trump

O presidente Donald Trump já havia dito, em 2018, que expediria um decreto para acabar com a cidadania por nascimento nos Estados Unidos.

Este é um princípio vigente, há 150 anos, que diz que qualquer pessoa nascida em solo americano é cidadã do país. Mas em entrevista, o presidente norte-americano disse estar empenhado para por um fim nesse tipo de cidadania.

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